Oi, pessoas!
Sábado às 9h saímos de Modra com destino a Bratislava. 10h estávamos lá. Paramos no Polus City Center (shopping) para tomar café da manhã e depois seguimos pra casa de Kika. Em torno de 11h, entrei na internet para ver meus emails e resolver broncas do trabalho. Acabou acontecendo um dos episódios mais bizarros e engraçados da minha vida: eu precisava ligar pro presidente da AIESEC na Índia, mas os contatos que eu tinha estavam errados e acabei ligando pro presidente da AIESEC na Indonésia. Depois de 10min explicando o problema com o visto de um dos nossos intercambistas, percebi que estava falando com a pessoa errada. E simplesmente um MCP (presidente nacional), né! haha
Mas isso foi só o começo das loucuras do fim de semana. Depois das ligações, entrei no facebook e fiquei conversando com duas amigas, Catha, de Recife, e Camila, VPOGX (diretora de intercâmbios para estudantes) de Franca. As duas em Budapeste, dizendo que ia ter uma welcome party pros novos trainees de lá, e me chamando pra ir... Só sei que isso foi em torno de 12h. Virei pra Emma e fiz: vamos pra Budapeste? e ela: Quando? Eu: agora.
Duas horas depois a gente estava num trem com destino a Budapeste, 2h30 de viagem, 17 euros de passagem ida e volta. *Momento Europa eu te amo* Daí chegamos na estação e encontramos Camila e Frank, húngaro que trabalha na organização em que ela está fazendo intercâmbio, e que estava oferecendo estadia pra ela no fim de semana. Um doido, minha gente. O jeito de falar, de agir, as brincadeiras... Daí da estação fomos pra casa dele, onde descansamos um pouco, tentei falar com meus pais mas eles estavam na praia e não tinham me avisado (obrigada a Gideon pelas 13344647 ligações pra membros da minha família).
Bom, também tive surpresas com o doido do Frank. O lugar em que ele e Camila trabalham é um campo de refugiados. Daí ele começou a falar sobre o assunto, e sobre uma rede de voluntariado que existe na Europa, muitíssimo interessante. Se chama EVS (european voluntary service) e muito lembra a proposta da AIESEC, sendo que nesta temos a possibilidade de ocupar cargos dentro da organização, assim desenvolvendo habilidades de liderança, e tudo é movimentado pelos jovens.
De lá fomos pra tal welcome party, eu, Emma e Camila. Bom, aqui na Eslováquia, na Hungria e na Áustria, e suponho que no resto da Europa, não tem essa de cobrador de ônibus. Nem mesmo ao motorista você precisa mostrar nada. Você entra no ônibus, se tiver comprado algum bilhete valida na maquininha, ou então você compra cartões de passe (tipo ids) pro mês inteiro. Daí de vez em quando aparece um fiscal nos ônibus, pra ver se todo mundo pagou ou está pagando. Mas isso é raro - ou a gente pensou que fosse.
A gente precisava pegar um ônibus e descer depois de uns 15 min de trajeto. Estávamos com poucos tickets e queríamos guardar pro dia seguinte. Daí o que a gente resolve fazer? Não validar nossos tickets, fingir que tínhamos os cartões guardados. Mas aí... eis que surge o fiscal. Sai pegando o de todo mundo e se dirige a Emma, falando em húngaro. Nem eu nem ela entendemos nada na hora, mas Camila entendeu e levantou dizendo: próxima parada! aí eu pensei que era pra descer na próxima parada mesmo, mas não... depois que eu entendi que era porque iam pegar a gente. E a próxima parada que não chegava? O cara tagarelando em húngaro pra Emma, e eu e Camila falando português entre a gente, fingindo que não sabia o que se passava. Daí descemos na outra parada, como se fosse a nossa, e continuamos andando... pense num sufoco. muita gente percebeu né, mas, pra todos os efeitos éramos turistas pegando ônibus em Budapeste pela primeira vez :P
Daí o que aconteceu? Continuamos o trajeto a pé, num frio danado, e a parada que deveríamos descer era muito mais longe do que nós pensávamos. Fizemos até um vídeo cruzando uma das pontes sobre o rio Danúbio, contando do flagra, está no meu facebook pra quem quiser ver!
Bom, chegamos na parada final - sim, detalhe, o tempo todo eu com minha mochila pesadona nas costas - e fomos pra McDonalds, lugar em que poderíamos encontrar alguém que falasse inglês, e que aceitava cartão (meus euros eram inúteis por lá, a moeda da Hungria é furint e é super estranha). Lá, o buddy de Camila (um membro da AIESEC em Budapeste responsável por ela) nos encontrou e fomos para um pub. Lá, vários trainees novos, alguns brasileiros. Ficamos conversando com eles, mas eu precisava encontrar com Catha porque tinha combinado de dormir no hostel dela. E ela e os trainees mais antigos decidiram não ir mais pra welcome party. Daí lá vamos nós tentar descobrir como chegar em Blaha Lujza, pedir ajuda ao buddy pra nos ensinar a ir pro outro canto, detalhe que eles não gostaram que a gente saiu da festa deles, né...
Daí vamos nós, carregando nossas leves mochilas, frio das 22h, debaixo de neve, voltar a parada pra pegar o tram (aquele bondinho), descer na outra parada e pegar outro ônibus. Nenhuma das 3 sabia andar por ali, vejam que beleza. Pelo menos é uma cidade super organizada e dá pra você se orientar com transporte público facilmente. Enfim conseguimos chegar no destino, e nos encontramos com Catha e os outros brasileiros (e um cara de Hong Kong, pra alegria de Emma). Mais um pub, conversas sobre os países em que estávamos... Depois ainda fomos pra outro pub. Gente, que lugar bizarro. Só gente estranha, muito piercing, muita tatuagem... a música era até legal, mas o povo dançando, as roupas das mulheres... tipo WTF am I doing here? ahahaha. Daí ficamos um tempinho lá e depois fomos pro hostel. Frio de leeeeve nesse caminho de volta.
Pequeno detalhe: já havia passado a hora do check-in e não tinha ninguém na recepção (claro, mais de meia-noite) e o quarto de Catha estava só com 2 camas disponíveis. Resultado, eu e Camila dividimos a cama, e no dia seguinte foi aquela preocupação sobre como seria a reação do dono do hostel, né. Bom, acordamos, tomamos banho e fomos pra recepção. Explicamos a situação, ele fez: porque vocês não apertaram esse botão do telefone? E apontou pra um botão pra tocar a campainha de dentro da casa. Dormimos no aperto e na tensão sem necessidade, mas enfim... Daí pagamos cinco euros cada uma (preço da diária) e pedimos algumas informações turísticas. Tínhamos um mapa em que o senhor mostrou que direção deveríamos tomar, e quais eram os pontos turísticos.
Pegamos o tram e fomos praticamente pro outro lado da cidade. Descemos, mais uma vez McDonalds, e fomos andando em direção ao Royal Palace. Só que: MUITO longe pra ir andando. Daí descobrimos a existência do ônibus 16, que é VIDA! Passa por todo o centro histórico e turístico, Daí pegamos ele, fomos até uma parte, descemos pra passear e tirar fotos, e depois pegamos de novo pra ir pro outro lado da ponte. Seguem algumas fotos do nosso domingo:
Passeamos, nos perdemos, rimos, passamos frio, tudo com a mochila pesada nas costas, #reflita. Mas valeu muito a pena, é uma cidade linda. Ainda "almoçamos" num café bem aconchegante, do lado da Basílica de Saint Stephen, que é simplesmente maravilhosa.
17h30 da tarde chegamos na Estação Central, pra pegar o trem das 20h05. Ainda tínhamos tempo pra passear mais, mas o clima e o cansaço não nos deixaram. Acabamos indo parar novamente numa McDonalds para jantar, e depois fomos seguir nosso rumo pra Bratislava. Nos despedimos de Camila e de Frank (que foi encontrar com ela lá na estação), e "embarcamos" (também fala assim??). Colocamos logo o despertador porque né, vai que a gente pega no sono e vai parar em Praga...
22h46 chegamos em Bratis, pegamos o ônibus 61 e, depois de andar ainda mais no frio, chegamos na casa de Kika. Ainda ficamos conversando um pouco, depois fomos dormir e hoje pela manhã, way back to Modra. De manhã eu e Emma fomos no supermercado com duas funcionárias, porque ela queria comprar coisas para cozinhar comida chinesa. Foi divertido, adoro ir pro mercado aqui... um monte de coisa que eu não sei ler e tenho que ver pela figura, ehehe. Comprei mais coisinhas pra abastecer o estoque do salvamento, Emma comprou as verduras dela, e voltamos.
Bom, o almoço foi meio que assustador pra Emma. Eu já estou me habituando, mas ela acabou de chegar, né... Sopa de repolho seguida de uma galinha num molho que parecia papinha de bebê, com pedaços de pão pra acompanhar, e um negócio que parecia batata mas não era. A menina quase vomitou hahaha! Frase dela: "agora eu sei porque comida chinesa faz tanto sucesso no mundo inteiro..."
Daí à tarde mais umas aulas de inglês com Dodo, e eu aprendi mais eslovaco hoje, também. Aprendi umas coisas pra facilitar minha comunicação com eles durante os estudos, do tipo "ako sa povie 'car' po slovensky?" que significa "como se diz 'car' em eslovaco?". Aprendi também os dias da semana, estações do ano, etc. E deu pra conversa fluir muito melhor na hora de ensinar inglês.
Às 17h fui pra cozinha com Emma, pra ela fazer um risoto chinês. As crianças ficaram doidas com os temperos, todos escritos em caracteres chineses e todos com uma foto escrota de um velho cozinheiro. Dificuldades à parte, como o arroz que eu tive que lavar e relavar depois de cozido (ficou muito estranho, mas depois que fiz isso melhorou), e o fogão com o qual não estamos acostumadas, até que ficou bom, só que apimentado (eu não gosto nem um pouco).
Mais tarde ficamos conversando com Zdenka, Dodo e Frank (um dos meninos mais velhos, 15 anos mas parece ter mais) por google tradutor, mímicas, repetindo frases em várias línguas... Foi muito divertido. E depois disso vim pro meu cantinho. Agora já vou dormir porque são 2am e eu estou moooorta!
Beijos a todos e obrigada a quem conseguiu ler até aqui, hahaha.
Mãe, amo você!
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